A cafeína é uma metilxantina (trimetilxantina) que são alcalóides estreitamente relacionados quimicamente que se diferenciam pela potência na ação estimulante. Os atletas vêm utilizando esta substância por ter potencial ergogênico (quando utilizada, melhora desempenho esportivo), apesar dela não apresentar nenhum valor nutricional.
A cafeína tem mecanismos de ação central e periférica, excitando e restaurando funções cerebrais, além de provocar algumas alterações fisiológicas e metabólicas para melhora do desempenho atlético.
QUAL SUA FORMA DE ADMINISTRAÇÃO E ABSORÇÃO?
A via de administração mais utilizada é a oral, porém pode ser via subcutânea, intramuscular, entre outras.
É uma substância absorvida, através do trato gastrointestinal com aproximadamente 100% de biodisponibilidade, alcançando um pico de concentração máxima na corrente sangüínea após 15 a 120 minutos de sua ingestão.
Sua distribuição é hematogênica (pelo sangue), podendo atingir todos os tecidos, sendo posteriormente metabolizada no fígado, na forma de coprodutos, e excretada rapidamente pela urina. (com meia-vida de quatro a seis horas)
Segundo MUMFORD et al. (8), os níveis de absorção de cafeína são similares quando da ingestão oral de bebidas, cápsulas ou barras de chocolate. Entretanto uma possível variação na velocidade de absorção pode ser determinada principalmente pela ocupação gástrica.
Não é aconselhado ingerir o café depois do almoço, pois a cafeína compete com a vitamina C e o Ferro, podendo anular esses nutrientes. QUAL A DOSAGEM?
Cada indivíduo tem uma sensibilidade diferente à cafeína. A dosagem pode variar de 1 a 15 mg/kg de peso corporal. Uma maior dosagem nem sempre irá produzir um maior efeito ergogênico.
Diversos estudos mostram resultados satisfatórios com doses de 3 a 6 mg/kg por peso corporal por dia. (Pessoa de 70 kg 400mg/dia).GOSTON, 2011; MAUGHAN,2004),
A cafeína possui uma dose letal, sendo cerca de 10g/dia em indivíduos de 70 Kg de peso corporal, o equivalente a 142 mg/kg de massa corporal (JAMES, 1997).
QUAIS SEUS BENEFÍCIOS?
aumento da capacidade de concentração
mantém o indivíduo alerta
melhora as funções cognitivas (memória, linguagem, capacidade de aprendizado).
está relacionado à prevenção do Mal de Alzheimer.
aumenta em 20% a 50% o tempo para atingir a fadiga em exercícios de endurance. Davis et al. (2003)
QUAIS OS POSSIVÉIS EFEITOS COLATERIAS:
Os efeitos colaterais ocorrem em maior proporção em pessoas suscetíveis e que utilizam a substância em excesso (doses acima de 600 mg/dia). São eles:
Tremores, tensão muscular crônica.
Taquicardia e zumbido.
Insônia, cefaleia e letargia.
nervosismo, irritabilidade e ansiedade.
náuseas e o desconforto gastrointestinal e gastrite ou úlcera (principalmente quando ingerida em jejum).
OBS: Em atletas todas as possibilidades citadas acima devem ser analisadas criteriosamente, quando da opção de utilização desta substância, pois tais ocorrências podem comprometer o seu desempenho físico.
mantém o indivíduo alerta
melhora as funções cognitivas (memória, linguagem, capacidade de aprendizado).
está relacionado à prevenção do Mal de Alzheimer.
aumenta em 20% a 50% o tempo para atingir a fadiga em exercícios de endurance. Davis et al. (2003)
QUAIS OS POSSIVÉIS EFEITOS COLATERIAS:
Os efeitos colaterais ocorrem em maior proporção em pessoas suscetíveis e que utilizam a substância em excesso (doses acima de 600 mg/dia). São eles:
Tremores, tensão muscular crônica.
Taquicardia e zumbido.
Insônia, cefaleia e letargia.
nervosismo, irritabilidade e ansiedade.
náuseas e o desconforto gastrointestinal e gastrite ou úlcera (principalmente quando ingerida em jejum).
OBS: Em atletas todas as possibilidades citadas acima devem ser analisadas criteriosamente, quando da opção de utilização desta substância, pois tais ocorrências podem comprometer o seu desempenho físico.
CAFEÍNA E DESEMPENHO FÍSICO:
Diversos fatores como as dosagens de cafeína, a tolerância e habituação de cada um com a cafeína, o estado nutricional prévio, o tipo de exercício físico utilizado, podem influenciar a análise dos resultados apresentados pelos diversos estudos disponíveis na literatura.
Desde 2003 a cafeína não faz mais parte da lista de substâncias proibidas pela Agência Mundial Anti-Doping (WADA – WORLD ANTI DOPING AGENCY)
Há mais de 30 anos, os efeitos ergogênicos da cafeína no desempenho esportivo vêm sendo demonstrados, principalmente em exercícios de resistência. Estes efeitos seriam pelos seguintes fatores:
Economia no glicogênio muscular pelo aumento da mobilização dos ácidos graxos livres que ocorre.
A percepção de esforço do individuo é atenuado
Ocorre aumento da epinefrina, o que resulta no aumento da lipólise e taxa glicolítica.
Bloqueio dos efeitos deletérios da adenosina sobre exercício
Existem menos estudos verificando o efeito da cafeína em exercícios intermitentes, seja ele de longa ou curta duração. Porém se considerar a ação da cafeína como inibidora dos receptores de adenosina, pode-se supor que, os atletas tenham a capacidade de melhor desempenho por mais tempo durante esse tipo de exercício, aumentando a atividade neural e utilização do sistema anaeróbio. Já os efeitos sobre a via aeróbia podem auxiliar nos momentos de recuperação durante atividades intermitentes.
Existem poucas revisões sistemáticas que mostrem exclusivamente o efeito da cafeína em exercícios intermitentes.
Diversos fatores como as dosagens de cafeína, a tolerância e habituação de cada um com a cafeína, o estado nutricional prévio, o tipo de exercício físico utilizado, podem influenciar a análise dos resultados apresentados pelos diversos estudos disponíveis na literatura.
Desde 2003 a cafeína não faz mais parte da lista de substâncias proibidas pela Agência Mundial Anti-Doping (WADA – WORLD ANTI DOPING AGENCY)
Há mais de 30 anos, os efeitos ergogênicos da cafeína no desempenho esportivo vêm sendo demonstrados, principalmente em exercícios de resistência. Estes efeitos seriam pelos seguintes fatores:
Economia no glicogênio muscular pelo aumento da mobilização dos ácidos graxos livres que ocorre.
A percepção de esforço do individuo é atenuado
Ocorre aumento da epinefrina, o que resulta no aumento da lipólise e taxa glicolítica.
Bloqueio dos efeitos deletérios da adenosina sobre exercício
Existem menos estudos verificando o efeito da cafeína em exercícios intermitentes, seja ele de longa ou curta duração. Porém se considerar a ação da cafeína como inibidora dos receptores de adenosina, pode-se supor que, os atletas tenham a capacidade de melhor desempenho por mais tempo durante esse tipo de exercício, aumentando a atividade neural e utilização do sistema anaeróbio. Já os efeitos sobre a via aeróbia podem auxiliar nos momentos de recuperação durante atividades intermitentes.
Existem poucas revisões sistemáticas que mostrem exclusivamente o efeito da cafeína em exercícios intermitentes.
nutricionistamarcelolangsdorffSPRIET, L.L. Caffeine and performance. Int. J. Sports Nutr., 5(1): 84-99, 1995.
WANG, Y. & LAU, C.E. Caffeine has similar pharmacokinetics and behavioral effects via the i.p. and p.o.routes of administration. Pharmacol. Biochem. Behav.,60(1): 271-278, 1998.
Felipe Lilian, Simões Lilia Correia, Gonçalves Denise Utsch, Mancini Patrícia Cotta. Avaliação do efeito da cafeína no teste vestibular. Rev Bras Otorrinolaringol [periódico na Internet] 2005; 71(6): 758-762.
MUMFORD, G.K. et al. Absorption rate of methylxantines following capsules, cola and chocolate. Eur. J. Pharmacol., 51(3-4): 319-25, 1996.
Nutricionista Marcelo Langsdorff e o Dr. em Medicina do Esporte Dr. Walter Rosamilia.
WANG, Y. & LAU, C.E. Caffeine has similar pharmacokinetics and behavioral effects via the i.p. and p.o.routes of administration. Pharmacol. Biochem. Behav.,60(1): 271-278, 1998.
Felipe Lilian, Simões Lilia Correia, Gonçalves Denise Utsch, Mancini Patrícia Cotta. Avaliação do efeito da cafeína no teste vestibular. Rev Bras Otorrinolaringol [periódico na Internet] 2005; 71(6): 758-762.
MUMFORD, G.K. et al. Absorption rate of methylxantines following capsules, cola and chocolate. Eur. J. Pharmacol., 51(3-4): 319-25, 1996.
Nutricionista Marcelo Langsdorff e o Dr. em Medicina do Esporte Dr. Walter Rosamilia.


